quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Não há ninguem capaz.

Overflowing with thoughts of being here, but in a different type of right now.
Sometimes I wonder how different life would be if I had never existed.
What would change? Who’s life have I impacted with mine?

I dozed off today to an open eyed sleep; remembering the tales of this little girl who used to never stop smiling. It was a long-lived life of only just a few human years. She was so quirky in her own little ways, capturing everybody’s attention.
Where did that little girl go? Only her pale shell stands in the place where once she jumped around in joy.
A broken smile, that appears not quite long enough to be noticed.
Is anyone there behind those eyes? Hidden behind the day-to-day lies.

I hope I find you, little girl.
You are in fact, dearly missed.



Senta aqui, espera que eu não terminei.
Pra onde é que você foi,

Que eu não te vejo mais?

Não há ninguém capaz,

De ser isso que você quer.

Vencer a luta vã,

E ser o campeão.
Pois se é no “não” que se descobre de verdade,

O que te sobra além das coisas casuais.

Me diz se assim está em paz?

Achando que sofrer é amar demais.



Eu deveria saber, poderia parar de me enganar e me forçar a enxergar a realidade.
Realidade deturpada pela minha vontade.
Eu enxergo o que eu quero ver, o que eu estou pronta para enxergar.
E você, consegue ver além da sua visão limitada pelo seu ego?

Deite em sua cama de egoísmo e pense mais um pouco em você.
Faça somente a sua vontade. Escolha somente o que te favorece.
Viva para si mesmo.
Morra só com você.

Não preciso mais me preocupar em te envolver no meu mundo. Não vou mais fingir que você se importa comigo.
Doce ilusão.

Você é incapaz de pensar em qualquer outra pessoa senão você. E isso, apesar de me machucar, só faz o mal pra você.
Não me entenda mal. Aqueles que te amavam ainda te amam, mas cansaram de tentar em vão.
Você acha que é feliz? Vale a pena ser feliz às custas da infelicidade dos outros? O mundo foi mesmo criado somente pra você?
Suas atitudes tem consequências, como um sopro do vento numa duna de areia. Transforma todo o formato.
Cada um tem o poder de influenciar o seu redor. Por que você destrói o seu? Você ao menos tem noção do que você fez?

Estou lavando as minhas mãos. E essa água se transforma em ácido, corrói a superfície, corrói a alma.
Mas terá que ser assim.

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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Effigy.

As cordas que nos seguravam se soltaram de repente chicoteando a minha face e queimando a minha mão, que em vão tentava segurar o restava de nós.
Eu engoli você. E meu estômago revirou. Vomitei você, tirei você de mim.
Tempo; dia, hora, minuto. Segundos que não estão mais aqui. Primeiros que foram esquecidos e agora nem na lembrança existem mais.
Eu queria saber quem é você, que se esconde atrás do tão planejado sorriso. Cabelos revoltos, unhas não feitas e olheiras que revelam noites mal dormidas.
Estás inquieta, assombrada pelos próprios demônios; cansada de lutar essa batalha sozinha.
Ouvi dizer que a dor sempre vem, mas sofre quem quer. Você consegue fugir dela? Quando ela virar a esquina, você irá correr e mergulhar no mar?
Você consegue sentir o sol queimar a sua pele? Incinerando de dentro para fora. Essa bebida quente escorrendo pelas mãos deixa claro que não é assim que você irá se refrescar.
Vá! Pule no mar! Mas não espere que ele seja fundo e você não bata com a cabeça no chão.
Sim, todos olham para você. Você é estranha e não deveria estar aqui, nesse ninho de personalidades semelhantes.
O que te separa? Qual é a sua maior fraqueza? Esse é também o seu maior atributo.
Coma. Se delicie com essa bolacha seca. Sinta todos os sabores que nela não estão. Junte saliva na boca e a engula esse aglomerado de farinha. Você é o que você come; você é o que você coloca para fora.
Cuspa em meu rosto e mostre que eu não mereço estar aqui. Me lembre quem eu sou e o porquê que sou assim.
Não fale comigo. Suas palavras secas atravessam a minha alma como uma agulha fina na pele, sugando a minha vitalidade.
Mas não me despreze. Eu sou sua pessoa, e te conheço bem. Quero exatamente o que você quer, mesmo que seja o nada.
E agora eu estou aqui. Te olho pelo vidro refletor e vejo o medo em seus olhos.

Respire fundo e descanse, garotinha; eu nunca te abandonarei.

I'm a burning effigy,
Of everything I used to be.
You're my rock of empathy, my dear.
Hell is gone and heaven's here,
There's nothing left for you to fear.

Life's too short for you to die,
So grab yourself an alibi.
Separate your right from wrongs,
Come and sing a different song,
The kettle's on so don't be long,
Mon cher.

Your mind gets burned,
With the habits you've learned;
But we're the generation that's got to be heard.

-Robbie Williams

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Empty words.

Tenho uma pessoa especial que sempre me incentiva a escrever. Confesso que se não fosse por ela, esse blog já estaria entregue às baratas; ou deletado. Então obrigada, por sempre saber o que falar pra me desafiar a utilizar a minha criatividade para algo positivo, mesmo que seja apenas perguntando a respeito do céu. :)

Geralmente, quando eu demoro a escrever, há uma razão por trás. E embora eu esteja extremamente lotada de coisas a fazer e compromissos, esses dias; confesso que meu estoque de paciência tem se esgotado.
Ando cansada de tudo, diria até de todos. Cansada de meias palavras, de brigas bobas. Cansada de conversas vazias, sorrisos apáticos. Cansada de falar o que eu sinto, e de também não falar. Cansada desses dias que parecem não terminar.
Essa semana que passou foi um tanto difícil. Ter que separar problemas pessoais da vida profissional. Aprender a focalizar minha mente e algo que é tudo aquilo que eu não queria pensar no momento. Logo eu que sempre tive problemas de atenção...
E com essa minha exaustão, surge certo desânimo e uma necessidade de simplesmente parar. É como se fosse o meu pit-stop. Me desgastei demais, e preciso de renovo. Preciso de um trato, um mimo, ou talvez de ser deixada em paz. Não sei qual é melhor, cada situação requer uma coisa.


Então cá estou eu, em parte querendo um aconchego, e em parte adorando estar sozinha, não tendo que lidar com ninguém, falar qualquer coisa, ou agradar e doar a última gota de energia que resta em mim. Apenas eu e meu silêncio. Eu e o teclado, as letras que fluem e preenchem o nada desta folha com o nada que há nas minhas palavras.
Recolho-me à minha insignificância, reconhecendo quem eu sou, diante do universo, diante do céu que agora já não brilha mais em minha janela. Para onde foi a luz? Iluminar os outros insignificantes no outro lado do nosso planeta.
E eu fico com a brisa forte da madrugada, o ruído dos carros que nunca tem fim, e o amor gravado em mim.




Sempre há alguém indo para algum lugar.

domingo, 13 de setembro de 2009

Bliss.

Fecho os olhos e vejo aquele momento consumindo a minha retina.
Queimando tudo o que restou da realidade, mostrando vislumbres do contentamento inebriado da perfeição.


Aquela rua era desigual, cheia de falhas; magistral em sua simplicidade.
Continha uma árvore única que, comida por cupins, apenas aguardava o fim de seus dias. Enquanto isso, erguia-se com toda a sua dignidade e nos dava o abrigo desejado.
Olhei a rua deserta e um arrepio correu pela minha nuca, eriçando os meus anseios.
As gotas da chuva que caía atenuava o amarelo que irradiava do poste. A luz batia, os pingos viravam pequenos diamantes reluzentes na janela do carro.
A minha respiraçao era lenta e suave, meus olhos vidrados, nao estava pensando sobre o que deveria estar.
Em pensamento, eu voava longe, e era impulsionada pela sua gargalhada que ecoava dentro de mim.
Seus olhos nos meus; os meus longe daqui.





Te vi de maneira diferente. Deitada no aconchego de seu abraço, senti uma paz suprema. Uma sensação de preenchimento, de ser completa por você. E se eu pudesse te abraçar ao ponto de encorporar você na minha existência, e alí permanecer, assim o faria.
Queria apenas continuar para sempre naquele instante, e perpetuá-lo em mim.
Momento perfeito de felicidade extasiada. Ocasião singela em que palavras não são necessárias.

Apenas seus olhos nos meus.




Céu, cheiro e ar na cor que arco-íris risca ao levitar.
Vou nascer de novo,
Lápis, edifício, tévere, ponte.
Desenhar no seu quadril meus lábios
Beijam signos feito sinos.
Trilho a infância, terço o berço do seu lar.

Achei, vendo em você,
E explicação nenhuma isso requer.
Se o coração bater forte e arder,
No fogo o gelo vai queimar.


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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Pra você guardei o amor.




Há alguns dias atrás, me deparei com esse texto:

"You may not be her first, her last, or her only. She loved before, she may love again. But if she loves you now, what else matters? She’s not perfect - you aren’t either, and the two of you may never be perfect together but if she can make you laugh, cause you to think twice, and admit to being human and making mistakes, hold onto her and give her the most you can. She may not be thinking about you every second of the day, but she will give you a part of her that she knows you can break - her heart. So don’t hurt her, don’t change her, don’t analyze and don’t expect more than she can give. Smile when she makes you happy, let her know when she makes you mad, and miss her when she’s not there."

-Bob Marley


E eu não poderia escrever algo mais perfeito para esse momento.
Só tenho a agradecer pela maturidade de certas pessoas, e pela confiança que foi despositada em mim.
Eu amo você. E isso é tudo o que importa agora.
O resto fica para ser acertado depois. Jajá.



Ps: ♥.

sábado, 29 de agosto de 2009

pensamentos coca-cola.

“I know it’s a big bad world out there but there is a paradise as well, a patch of blue sky between branches that appears as I swing-wing on my rainbow hammock in the garden green. Don’t cry, Ladybird, lift your little wing-cases and fly.”


Eu tento escrever pra você, mas não consigo.
É coisa demais pra se colocar em meras palavras.
E então eu tomo meu refrigerante desesperadamente. Desde quando EU tomo refrigerante???
Todavia, cá estou com a coca na mão, gole após gole me distanciando da realidade de ter que te responder.
Meus planos de hoje foram por água abaixo, ou diria, sono abaixo.
Me restou ficar em casa, com o computador.
Acordei desnorteada. Estava absorvida ainda por um belo sonho quando o celular tocou. Não, não era quem eu queria que fosse.
Mais ou menos acordada, eu ligo o computador. Leio a sua mensagem, ainda grogue, mas a cada palavra vai caindo a realidade. E que triste realidade.
Não sei se é a TPM, odeio dar créditos a ela. Mas o que eu li me afetou bastante. Era tudo o que eu não imaginava que você sentisse?
Como é que eu não me importaria. Você, uma dia, foi tudo pra mim.
E agora, depois de procrastinar, escrevendo esse post e bebendo a latinha inteira do refri; vou tentar expressar em palavras aquilo.
Aquilo que pensava que nem precisaria ser falado, ou escrito.

Lá vou eu.
Desejem-me sorte!
:*

terça-feira, 25 de agosto de 2009

"she's all dark and twisty inside"




E lá de cima de sua torre, a menininha viu aquele já conhecido rosto, vindo mais uma vez salvá-la das correntes que ela mesma colocou em si.
Aquele lindo rosto determinado, incansável, totalmente e completamente amável.
Como era possível que ele continuasse tentando? Derrubando os muros, passando pelo jardim de espinhos, nadando através do rio gelado e escalando toda a altura daquela torre, somente para livrá-la dela mesmo.

Ela tinha medo. Medo de se machucar, de tentar. Medo de que ele a visse por quem ela era; sem os vestidos bonitos e o cabelo arrumado. Sem o sorriso forçado, e as palavras medidas. Medo de que ele visse e não gostasse.
Então ela fugia. Ele ia atrás.
Ela fugia de novo. Ele ia atrás.
Ela fugia mais uma vez. E ele ia atrás.

Quanto tempo mais ele iria aguentar, se ela mesmo não se deixava amar?

Ela morria medo. Medo de que descobrissem que na verdade ela era entediante. Ou que ela nem sempre estava tão alegre.
Ela morria de medo e o medo a matava.
Dia após dia, lentamente ela morria. Gradativamente acreditando que o medo era seu aliado e que todas essas mentiras sobre si eram a realidade.
E lá estava ela, algemada à pedra fria da solidão, quando viu aquele rosto reluzente, o sol se pondo por trás. Mais uma vez ele veio.

Mais uma vez ela fugiu.



Muito tempo se passou, e a vida seguiu como estava.
A garotinha continuou acreditando nas mentiras do medo, e continuou fugindo; não se permitindo ser amada.

Certo dia, ela resolveu ir atrás dele. Desceu de sua torre, atravessou o rio, e o jardim de espinhos, derrubou os muros e correu. Mas não sabia para onde ir, sempre acostumada com ele vindo salvá-la. Entrou então em uma densa e escura floresta e caminhou por horas à fio. No meio do caminho, já cansada, parou para respirar um pouco. Pretendia continuar a caminhada, ir atrás daquele que sempre a amou. Todavia o tempo não concordou. A hora da menininha havia chegado.

Deitada na terra fria, a cabeça sobre uma raiz de árvore, ela respirou pela última vez, apertando forte a mão de alguém que ela não conseguia mais ver, para enfim, soltá-la para sempre.

Ele estava lá. Ele sempre esteve lá. Havia ido atrás dela mais uma vez, sempre amando, sempre esperançoso que dessa vez, ela iria deixá-lo penetrar as suas camadas de auto-proteção.
Ao ver a sua menininha correndo para a floresta, ele havia ido atrás dela. Quando a viu caída no chão, sem forças, ele correu até lá, mas foi tarde demais. Ela já havia partido, e levado com ela o seu coração. Ainda apertando a sua mão sem vida, ele sentiu que havia algo que ela segurava. Um papel, e nele estava escrito:

“Você me fez enxergar além da minha própria escuridão.
Sei o quanto demorei, mas agora eu estou pronta.
Espero que me perdoe.

Para sempre te amarei.”